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Meio Parado

Bem as idéias até surgem, mas são suprimidas por outras obrigações dessa forma o blog ficou meio que parado.

Isso mudará em breve, então aguardem.

E no fim tudo da certo

Continuação do post “As coisas são como devem ser“.

Fui transferido para uma escola na divisa com a Cidade de Santo Andre, todo sentimento de revolta tomou conta do meu ser, o local era sinistro, várias coisas esquisitas aconteciam, as pessoas não pareciam normais, e minha chefe parecia ter saído do treinamento da Tropa de Elite (exagerado), porem aos poucos eu fui me acostumando com as pessoas, alias isso salvou os dois anos que faltavam para a formatura, pois apesar de até o momento todos os universitários com quem tinha convívio serem de uma classe digamos parecida com a minha, naquela escola tudo era fora do padrão, a maioria tinha carro, metade estudava em faculdade elitizadas, e pasmem tinha dinheiro para pagar a faculdade, vocês podem não acreditar mas uma das meninas tinha a faculdade paga pelo pai, mas como ele não morava em São Paulo ela dava um truque, enquanto ele achava que estava pagando a faculdade ela guardava o dinheiro pra no final da faculdade colocar silicone e fazer lipo, e esse não é um caso isolado, muita gente entrava por suas razões  que na maioria das vezes eram referentes a carros, motos, viagens internacionais dentre outras coisas.

Eu olhava pra tudo aquilo e achava o máximo, todo mundo sabia que aquelas pessoas podiam pagar Suas faculdade, e que estavam segurando uma vaga que poderia ser aproveitadas por outros que se enquadrassem nos quesitos do programa, mas ninguém estava interessado nisso, quando éramos auditados, ninguém se importava em mentir,  afinal depois de ganhar a bolsa você só a perdia se não fizesse o projeto ou se faltasse, fora isso a vida parecia uma festa.

O programa escola da família sempre foi mal estruturado, ele com certeza fazem parte do pacote de auxilio que ajuda mais quem não precisa, igual a quem tem bolsa família ou qualquer outro desses programas que muitas vezes estão nas mãos das pessoas erradas.

Hoje eu olho pro passado e vejo que sem o Escola da família eu não teria condições de fazer minha faculdade, até porque só consegui um emprego que desse conta de todas as minhas despesas no último ano, mesmo assim eu nunca consegui ver o programa como algo serio, mesmo estando lá quatro anos e fazendo as melhores amizades da minha vida. Hoje não sei como está a situação do programa, Nunca mais vi uma escola aberta, e se alguém me perguntar sobre, eu digo que tudo foi um sonho distante e que as lembranças são vagas.

Nada e fácil como parece

Há cinco anos quando fiz o vestibular para administração, não fazia idéia de como seria minha vida na faculdade, não venho de uma família muito estudada e apesar de isso não ser uma restrição, minha família nunca sonhou em ter um filho com faculdade, na verdade naquela época meus pais tinham outras preocupações, enfim,  assim que li meu nome na lista de aprovados, caiu a ficha de que meu salário não pagaria minhas despesas (sou bem consumista e adoro fazer uma prestação) e o curso na faculdade que escolhi custava quase três vezes mais que o oferecido naquele comercial daquela faculdade famosa depois do escândalo do vestidinho rosa. Então peguei todo o meu orgulho e fui em busca de uma solução na secretaria da faculdade, e achei no Programa Escola da Família a minha solução.

Pra quem não conhece esse programa, ele funciona basicamente na base da troca, você trabalha aos sábados e domingos e o governo estadual paga metade da sua mensalidade, o resto fica por conta da faculdade, que ganha com isso de várias formas. As regras são básicas, todos os universitários têm de trabalhar aos finais de semana em escolas da rede estadual, todos tem de ter projetos voltados para a comunidade onde a escola está inserida, esses projetos deverão estar atrelados as matérias que o universitário cursa, e são permitidas apenas três faltas por semestre dentre outras coisas.

Quando participei da palestra onde essas regras foram ditas eu achei que estava em um tipo de pesadelo que se tornou realidade no primeiro dia de trabalho, eram seis universitários mais uma educadora graduada cuidando de uma escola imensa, cheia de crianças e adolescente cheios de problemas que passavam o sábado e domingo inteiro na escola, eu sinceramente odiava tudo aquilo, mas não podia desistir porem como todo emprego público com o tempo você vai descobrindo que toda regra tem sua exceção, isso demorou um mês mais ou menos.

Com o tempo, eu acabei descobrindo que a vida não era um pesadelo, que nem tudo era impossível e que sabendo como jogar acabávamos ganhando mais do que perdendo, até o dia que a Unesco decidiu sair do programa e tudo virou um caos, escolas fecharam pessoas foram desligadas perdendo suas bolsas da noite para o dia, as regras voltaram, e nós pobres universitários fomos misturados e transferidos, evitando assim qualquer tipo de revolta, motim ou qualquer reação que seja…

Continua em breve…

Chegou o Natal

Chegamos à semana do Natal, momento de festa e alegria, para alguns esse momento se resume apenas a dor de cabeça na hora de achar estacionamento nos shoppings, o nas filas para pagar o monte suas compras torcendo para ter limite no cartão e negociando para jogar o primeiro pagamento para fevereiro.

O momento e propicio para reativar ligações com parentes que geralmente você não vê, todos tiram o amigo secreto e sofrem pra comprar o presente já que nem sempre sabem o que a pessoa gostaria de ganhar, ou mesmo acabem tirando uma pessoa que e tão distante que o presente acaba caindo no trivial, Cd’s Dvd’s, livros diversos que acumularão poeira na estante, mais claro será recebido com um sorriso de orelha a orelha, já que afinal uma das resoluções para o novo ano e tornar a vida um pouco mais cultural, ler mais livros, ouvir músicas novas, descobrir novos gostos, claro que no final nada e cumprido e você espertamente troca ou passa o presente pra frente.

Eu nunca fui fã de amigo secreto, sempre achei que era algo inútil, se você no trabalho tem uma maior simpatia por alguém e sabe que essa pessoa merece algo mais que um “boas festas”, com certeza seu presente será mais que aproveitado porque foi dado de coração é não apenas para o personagem não ficar mal perante a empresa como “aquele que não participa de nada”.

Eu nunca tive sorte com presentes, sempre ganhei coisas inúteis, umas das piores foi uma camiseta surf wear , que até hoje me causa náuseas.

De qualquer forma Feliz Natal e ano que vem tem mais.

Recomeço

Depois que tudo desaba chega o momento de recolher os pedaços e começar a reconstrução, essa é a parte mais dura, destruir, e tão rápido, leva alguns segundos, e mesmo depois da destruição, inicia-se o processo de auto-piedade, você pensa em tudo que construiu, cada pedaço, pensa em como seria se nada tivesse acontecido, e como irá se reerguer.

Em todos os momentos desse breve período de reconstrução (que de breve não tem nada), você irá pensar em todos os momentos bons, e nas pessoas que fizerem esses momentos serem mágicos, então irá se perguntar onde estão essas pessoas, e melhor nem pensar.

Quando tudo volta aos trilhos, você ergue a cabeça, olha pra frente e dá o primeiro de todos os próximos passos, e sabe que venceu.