Depois que tudo desaba chega o momento de recolher os pedaços e começar a reconstrução, essa é a parte mais dura, destruir, e tão rápido, leva alguns segundos, e mesmo depois da destruição, inicia-se o processo de auto-piedade, você pensa em tudo que construiu, cada pedaço, pensa em como seria se nada tivesse acontecido, e como irá se reerguer.
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Em todos os momentos desse breve período de reconstrução (que de breve não tem nada), você irá pensar em todos os momentos bons, e nas pessoas que fizerem esses momentos serem mágicos, então irá se perguntar onde estão essas pessoas, e melhor nem pensar.
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Quando tudo volta aos trilhos, você ergue a cabeça, olha pra frente e dá o primeiro de todos os próximos passos, e sabe que venceu.
Diz-se que,
mesmo antes de um rio cair no oceano
ele treme de medo.
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Olha para trás,
para toda a jornada,
os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso
através das florestas,
através dos povoados,
e vê à sua frente
um oceano tão vasto
que entrar nele nada mais é
do que desaparecer para sempre.
…
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano
é que o medo desaparece.
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Porque, apenas então,
o rio saberá que não se trata
de desaparecer no oceano.
Mas tornar-se oceano,
Por um lado é desaparecimento
e por outro lado é renascimento.
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- Osho